Amamentação – Parte 5 – O que evita na mamãe

Nos posts anteriores, você aprendeu:

  • Como o leite materno é produzido.
  • Sua composição.
  • Como comer para turbiná-lo.
  • Benefícios do AM para o bebê.

Mas aí você faz todo o esforço do mundo, passa dias e noites insones e não ganha nada?

Primeiro, nem preciso falar do vínculo psicológico que esse momento proporciona. E isso ajuda tanto a mãe, quanto o bebê.

Mas não é só isso.

Benefícios do aleitamento materno para as mamães

1) Só para produzir o leite materno, você gasta em torno de 500 calorias por dia. Claro que com uma dieta desequilibrada isso se dilui no primeiro milk shake, hambúrguer gourmet #sqn e mega torta que comer.

Mas se comer direitinho, o “peso” da gestação vai embora rapidinho (rimou?!?!?).

2) Após o parto, o útero, que ficou enorme, precisa contrair e voltar a ficar do tamanho de um punho fechado no máximo. Essa involução ocorre sob o comando da ocitocina, que é liberada em grandes quantidades durante o trabalho de parto, reduzindo o risco de sangramentos e auxiliando as contrações.

Mas você que amamenta também continua a secretar ocitocina e o processo de involução uterina é mais acelerado. Sabe aquela sua amiga que ficou 6 meses de cinta?

3) Às vezes, a tristeza no pós-parto supera a felicidade de ser mãe. Aí vem a temida depressão puerperal. Cerca de 15% das puérperas podem ter.

A ocitocina também é chamada do hormônio anti-ansiedade. Como vimos, quem amamenta produz mais. Então, no fim das contas, quem amamenta tem menor risco de depressão pós-parto.

4) A amamentação reduz o risco de câncer de mama e de ovário em 28%. Cada ano de aleitamento reduz o risco de câncer de mama em 4,3%. Isso deve encorajar você a amamentar além dos dois anos de idade.

5) Ocorre também um risco menor de síndrome metabólica, que predispõe ao diabetes, problemas cardíacos e a obesidade grave. Também há um risco de 10-50% menor de desenvolver pressão alta, artrite e dislipidemias.

6) Seu bolso agradece. As fórmulas, além de não chegarem aos pés do LM, estão pela hora da morte…

Você viu acima todos os benefícios maternos de amamentar, mas infelizmente, há situações que a amamentação deve ser proibida ou postergada.

Outras vezes, a orientação de não amamentar está incorreta.

Esse será o assunto do próximo post. Depois da série, fique certa que saberá mais sobre amamentação que a maioria das suas amigas.

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Dr Flávio Melo - pediatra

Sou médico pediatra há 11 anos, formado em Medicina pela Universidade Federal da Paraíba e Pediatria no Instituto de Medicina Integral Fernando Figueira (IMIP/Recife-PE). Enxergo que o futuro da prevenção na criança, passa por uma atuação nos hábitos familiares e estilo de vida, desde antes do casal engravidar.

2 comentários em “Amamentação – Parte 5 – O que evita na mamãe

  • 27 de novembro de 2017 a 16:58
    Permalink

    Meu filho completou 2 anos neste mês, e estou a 1 semana no processo de desmame. Até ultima semana o único leite que tomou foi o materno. Não quis e nem se adaptou a nenhum outro.
    A indicação do desmame foi do pediatra, por comer pouco, e também da ginecologista.
    Minha dúvida é que ele não se adapta a outros leites, formulas e até leite de vaca tipo C, tipo A.
    Gosta de laticínios, queijo, iogurtes o tal do Danoninho… e aí minha dúvida, o que fazer para alimentá-lo mas tentando fugir dessas bombas de açúcar escondidos?
    Priorizo as frutas, sucos naturais ou de caixa sem açúcar, será que são mesmos ? Procuro sempre uns produtores alternativos, suco de uva integral… Mas ainda assim ele quer o danoninho, que agora tem sido pelo menos 1 vez ao dia, tem as bolachas de maizena etc… que nem sempre consigo regular..
    Não sei como melhorar a alimentação. Pode me ajudar? O leite realmente faz falta? Ele pode ficar sem?

    Responder

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