Diabesidade: a assustadora epidemia.

O dia 14 de Novembro de 2016 irá ficar marcado na história da humanidade. Pela primeira vez, um país declara emergência epidemiológica por uma doença não transmissível. As autoridades de saúde do México, país que vive a maior incidência de diabetes e sobrepeso/obesidade no mundo, também chamada de diabesidade, finalmente capitularam aos números assustadores.

Cerca de 75% dos mexicanos adultos estão acima do peso, 30% com obesidade e 10% diabéticos. A mortalidade por diabetes aumentou 10 vezes desde 1980, chegando em 2014 e 2015 à quase 100 mil mortes  e o número de pacientes com amputações e invalidez por causa da doença aumentaram vertiginosamente.

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No dia em que se comemorou o Dia Mundial de Combate ao Diabetes, as autoridades de saúde emitiram o primeiro alerta vermelho mundial. E quando olhamos os números de incidência da diabetes em outros países, sabemos que o México talvez tenha sido apenas a ponta de lança desse processo.

Os Estados Unidos e o Brasil também vivem suas epidemias silenciosas, e que se torna ainda mais preocupante, quando sabemos que para cada diabético diagnosticado, há pelo menos dois pré diabéticos sem diagnóstico

 

A epidemia de diabesidade não é somente nos adultos

Outro aspecto que me preocupa, é que a epidemia de diabesidade não é exclusividade dos adultos. Já encontramos nos dias de hoje crianças com sinais de pré diabetes e isso significa que talvez tenhamos números cada vez mais crescentes e preocupantes.

Se o seu filho apresenta os seguintes sinais, ele precisa ser investigado para diabetes tipo 2 na infância:

  • Obesidade
  • Aumento da circunferência da cintura
  • Manchas escuras nas dobras do pescoço (chamada de acantose nigricans)
  • Alteração nos exames da glicemia
  • Aumento da pressão arterial
  • Aumento significativo dos triglicerídeos
  • Diminuição do colesterol HDL

 

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Todos esses sinais juntos podem diagnosticar a síndrome metabólica, condição que predispõe ao diabetes e as demais complicações no futuro.

Não será nenhuma novidade se um dia isso acontecer no Brasil ou em outros países, ou até mesmo a OMS declarar emergência mundial. Cabe a nós, conscientemente, começar ações de combate ao problema, incentivando hábitos de vida e alimentação saudáveis e prestar assistência às famílias afetadas pelo problema.

Está na hora de encarar esse problema de frente, antes que seja tarde demais.

 

 

 

 

 

 

 

 


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Dr Flávio Melo - pediatra

Sou médico pediatra há 11 anos, formado em Medicina pela Universidade Federal da Paraíba e Pediatria no Instituto de Medicina Integral Fernando Figueira (IMIP/Recife-PE). Enxergo que o futuro da prevenção na criança, passa por uma atuação nos hábitos familiares e estilo de vida, desde antes do casal engravidar.

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