Chikungunya: a bola da vez

 

 

Leia este post para entender como se proteger da Chikungunya, sem mistérios. Como sempre, fuja dos boatos e mandingas e use a ciência como seu protetor.

Antes que algum irresponsável caçador de cliques toque as trombetas anunciando o fim do mundo, vou tentar te explicar essa notícia de hoje.

Se você buscar na minha fanpage do Facebook, vai ver que algumas semanas atrás fui procurado pelo diretor da vigilância epidemiológica nacional, o Dr. Eduardo Hage, para conversar sobre um alerta que fiz em uma palestra, no mês de Março, sobre o possível aumento de mortalidade por Chikungunya nas cidades supostamente afetadas por uma epidemia do problema.

O mesmo problema parecia ocorrer em Pernambuco e na mesma semana recebi e-mail do Rio Grande do Norte pedindo para compartilhar meus dados, pois estavam observando o mesmo problema por lá.

Qual é a real situação da Chikungunya?

Já sabíamos, ao consultar a literatura sobre Chikungunya, que na Índia onde houve duas ondas da doença em anos consecutivos. Na segunda onda, a mortalidade em grupos de alto risco foi bem maior.

Quais esses grupos?

Recém-nascidos cuja mãe teve Chikungunya na semana antes do parto (por isso é importante se proteger até o bebê nascer). Idosos acima de 60 anos de idade e portadores de doenças crônicas, especialmente portadores de doenças cardíacas, renais, respiratórias, neurológicas e imunológicas.

Acrescento também a observação de problemas articulares crônicos e recorrentes em pacientes adultos jovens e idosos, com grande dificuldade de responder aos medicamentos convencionais.

Como se proteger?

Dica importante: não tomem medicamentos sem avaliação médica!

O uso errado de certas medicações, pode fazer com que a doença ou sintomas reapareçam com maior intensidade (quem já teve sabe do que estou falando).

A proteção é simples:

– Repelentes.
– Roupas mais compridas.
– Tudo o que você já sabe para se proteger das doenças transmitidas pelo Aedes.

E o principal: combate irrestrito ao Aedes.

“-Ah, mas moro no Sudeste, aqui tá tudo tranquilo, o problema está no Nordeste.”

Não contem com isso, protejam-se!

Compartilhem à vontade!


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Dr Flávio Melo - pediatra

Sou médico pediatra há 11 anos, formado em Medicina pela Universidade Federal da Paraíba e Pediatria no Instituto de Medicina Integral Fernando Figueira (IMIP/Recife-PE). Enxergo que o futuro da prevenção na criança, passa por uma atuação nos hábitos familiares e estilo de vida, desde antes do casal engravidar.

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