Pokémon GO: dicas para os pais

traduzido do original do Medscape, que você encontra aqui.

O Pokémon GO é um fenômeno global que faz crianças e adultos andarem por aí com seus smartphones caçando criaturas.

É o joguinho de computador que os pais aguardavam: ele faz com que as crianças tenham que sair de casa para jogar.

Entretanto, mesmo encorajando exercícios físicos saudáveis, existem algumas preocupações em relação à segurança das crianças-jogadoras.

O NSPCC publicou conselhos para pais e escreveu à Nintendo do Reino Unido, dizendo que o app “aparenta ser suscetível a ser manipulado por usuários que quiserem prejudicar outros jogadores e por isso levanta preocupações quanto à segurança das crianças”.

O jogo usa o GPS do celular para levar os jogadores os Pokémons usando mapas embutidos no aparelho.

Mesmo antes do app ser lançado no Reino Unido, a entidade se pronunciou: “houve muitos casos de crianças expostas à situações perigosas por causa do uso da geo-localização. Em um deles, ladrões armados fizeram com que adolescentes se dirigissem a um lugar em particular para roubá-los e em outro os jogadores foram levados a um sex shop”.

Apesar destas preocupações, milhões de pais provavelmente sofrerão pressão de seus filhos que querem jogar Pokémon GO. Então, o que pode ser feito para ajudar as crianças a jogar de maneira segura?

Conheça o jogo

Você vai precisar conhecer seus Poké Balls do Pokémon Gyms para entender o que seus filhos estarão fazendo enquanto jogam Pokémon GO fora de casa.

Pokémon são “monstrinhos de bolso”. Eles apenas existem no jogo – mas você tem que rastreá-los no mundo real. Quando um deles é encontrado, o app emite um alerta e você usa a câmera de seu celular para ver o que está a sua frente. O Pokémon aparece superposto à cena da vida real, na tela do celular – o que é chamado de realidade aumentada.

Você tem que captura-los atirando Poké Balls neles. Os que forem capturados são catalogados em um índice do jogador chamado Pokédex.

Quando você chegar a um determinado nível do jogo, você poderá ir para a “Academia Pokémon” (Pokémon Gyms) da sua região, onde você treinará suas criaturinhas e participará de competições.

“PokéStops” são outros lugares nos quais você pode dar uma parada para pegar outros itens que fazem parte do jogo.

Antes de deixar suas crianças saírem sozinhas para a rua com o app, junte-se a elas em sua primeira aventura Pokémon – e tente jogar se puder.

É grátis, mas…

O jogo é grátis para download, mas tem ofertas pagas tentadoras disponíveis para ajudar os jogadores a atingirem níveis mais altos. Confira as configurações no celular de seu filho para evitar cobranças extras (ou pelo menos limitá-las) e uma surpresa desagradável mais tarde.

Uma “ajudinha” de 14.500 moedas Pokémon vai te custa quase 80 libras em dinheiro real (aproximadamente 400 reais).

O jogo só funciona em smartphones, então esteja preparado para aguentar suas crianças insistirem que precisam de um upgrade neste verão.

O app usa a rede de dados móveis, portanto fique de olho se isso não vai acabar com os limites de uso de dados do celular.

Coloque limites

Uma criança provavelmente encontrará alguns Pokémons perto de casa, mas serão necessários mais quilômetros se ela quiser encontrar outros. Converse com suas crianças a respeito de quão longe você gostaria que elas fossem e seja claro a respeito de áreas que você quer que elas não se aproximem.

Mantenha a atenção

É fácil se entreter com o jogo e se esquecer dos perigos da vida real ao redor de você. Certifique-se que as crianças sabem quais são os perigos nas ruas e de que elas prestem atenção ao trânsito e fiquem espertas com riscos físicos, como buracos ou abismos.

O NSPCC afirma que já existem casos de crianças que foram levadas à lugares perigosos.

Respeite os limites

Na maioria das vezes, os mapas seguem as calçadas reais, mas as criaturas às vezes podem aparecer tentadoramente perto, mas em lugares como cemitérios, o jardim de alguém ou uma propriedade privada. Tenha certeza que seus filhos sabem onde podem e não podem ir.

Estranhos podem ser um perigo

Atualmente o jogo é individual, mas algumas situações (como PokéStops e Gyms) farão com que as pessoas se encontrem em alguns lugares de seu bairro. Algumas das pessoas que suas crianças encontrarão serão outras crianças, mas o jogo também é bastante popular entre adultos. O NSPCC alerta que “você nunca sabe quem vai encontrar”.

Roubo é outro risco, com casos de celulares sendo arrancados de jogadores quando eles aparecem em locais conhecidos do jogo.

Existe limite de idade?

Você é a pessoa mais indicada para saber se seu filho é maduro o bastante para jogar este jogo e entender os riscos envolvidos. Certifique-se que crianças menores sempre são acompanhadas de outras mais velhas ou até mesmo adultos.

Preocupações em torno de privacidade

Para jogar o Pokémon GO, você precisa de uma conta e o app pergunta informações pessoais, como data de nascimento e e-mail. É possível não permitir o uso destas informações fora do contexto do jogo, usando as políticas de privacidade do jogo.

Bateria reserva

São necessários a tela, GPS e dados móveis para jogar o Pokémon GO. Isso faz com que a bateria descarregue muito mais rápido do que no dia a dia.

Para que seus filhos possam sempre entrar em contato com você enquanto estiverem fora, compre uma bateria extra que pode ser usada quando a do celular acabar.

Deixe claro que a bateria extra deve ser usada apenas para que entrem em contato com você e nunca para aumentar as horas de jogo.

Segurança vem primeiro sempre

A primeira tela do jogo avisa aos jogadores: lembre-se de estar atento o tempo inteiro. Fique atento com as coisas ao redor. Os responsáveis pelo jogo avisam aos jogadores que a segurança deve ser levada a sério.

Eles alertam aos jogadores que devem estar espertos especialmente quando estiverem explorando lugares que não conhecem. Eles recomendam jogar com a família e amigos e sempre respeitar as leis locais assim como os locais visitados.


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Dr Flávio Melo - pediatra

Sou médico pediatra há 11 anos, formado em Medicina pela Universidade Federal da Paraíba e Pediatria no Instituto de Medicina Integral Fernando Figueira (IMIP/Recife-PE). Enxergo que o futuro da prevenção na criança, passa por uma atuação nos hábitos familiares e estilo de vida, desde antes do casal engravidar.

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