O boato da nova droga “docinho”

 

 

Isso mesmo, é boato!

A questão das drogas é um assunto seríssimo  e que preocupa a toda a sociedade.

Mas as pessoas hoje em dia, na busca desenfreada por atenção e cliques que se transformam em dinheiro, criam fatos que na verdade são boatos.

boato-do-docinho-no-whatsapp
Veja como esta notícia tem se espalhado no whatsApp

Hoje estourou a história da “nova” droga que estaria sendo vendida na porta das escolas, de nome “Docinho”. Se já não bastassem todos os problemas na saúde e na sua conta bancária, lá vem uma “pancada” dessas no teu whatsapp pra te atormentar.

Mas a turma do susto está tão pouco criativa, que está agora copiando a boataria que deu certo nos EUA, para o nosso país varonil.

A realidade do “docinho”: vamos aos fatos

– “Docinho” ou “bala”, no caso, é o apelido dado ao Ecstasy, droga estimulante bastante comum nas baladas por aí. Alguns se referem ao LSD ou derivados como “doce”, nesse caso em forma de adesivos que dissolvem na língua. As fotos do boato tem mais a ver com o Ecstasy.

– Ano passado, em meados de Outubro, na época do Halloween, o mesmo boato foi veiculado e prontamente desmistificado nos EUA. O boato dizia que a droga estava sendo entregue à crianças que pediam doces nas casas (gostosuras ou travessuras?…), e estavam as levando ao hospital.

Leia aqui como o boato já foi derrubado por lá.

Do texto: “Como é frequente no caso com tais rumores, o público parecia confundir a existência de uma droga que tinha aparência amigável para crianças (como a estrela azul, bichinhos, rosa pink, ou comprimidos coloridos com MDMA/Ecstasy), com produção deliberada dessas substâncias com a intenção de atrair crianças.”

boato-do-docinho-no-facebookAí, algum espertalhão do mal, sabendo da repercu$$ão que o boato teve por lá, traduziu, pegou fotos e juntou com um vídeo de duas garotas filmadas bêbadas em uma escola de Manaus e pronto, fez-se a mágica do boato viral!

Drogas são algo sério?  Sim!

Ecstasy existe e é distribuído dessa forma? Sim, normalmente nas baladas!

Nas escolas? Provavelmente, não!

Drogas são vendidas em escolas?  Provavelmente, sim!

Os pais devem ficar atentos? Sim!

Aproveitem o boato para conversar com seus filhos sobre o tema, principalmente para não aceitar abordagens ou ofertas de estranhos.

Mas devem repassar o boato do  “Docinho”? Não, não, não!
Basta de tanto estresse!

Não compartilhem boatos, compartilhem informação!


Receba seu ebook grátis

Receba grátis ebook do pediatra dr Flávio Melo com 27 textos sobre os temas mais atuais, como H1N1, Zika, Imunidade e alimentação. São 160 páginas de conhecimento sobre como cuidar bem de seus pequenos. Basta deixar seu e-mail e clicar em "Eu quero"

Dr Flávio Melo - pediatra

Sou médico pediatra há 11 anos, formado em Medicina pela Universidade Federal da Paraíba e Pediatria no Instituto de Medicina Integral Fernando Figueira (IMIP/Recife-PE). Enxergo que o futuro da prevenção na criança, passa por uma atuação nos hábitos familiares e estilo de vida, desde antes do casal engravidar.

4 comentários em “O boato da nova droga “docinho”

  • 20 de maio de 2016 a 07:09
    Permalink

    Excelente profissional. Meu filho Henzo é acompanhado por ele desde o nascimento.

    Responder
  • 23 de maio de 2016 a 15:44
    Permalink

    Olá Dr. Sou Zilda Camacho.

    Não estou a procura de cliques, mas tenho provas cabais muito proxima de nos de que esta notícia sobre o doce vendido nas escolas, infelizmente, é verdade.

    Creio que ao escrever um texto desmentindo algo tão sério também deveria ser um critério buscado pelo doutor. Pesquise mais sobre o assunto e verá que há muitas histórias verídicas sobre fatos reais que levaram muitos jovens e adolescentes a experiências degradantes e muito portuguesas.

    Se precisar destas provas podemos conversar.

    Responder
    • 23 de maio de 2016 a 16:31
      Permalink

      Olá, o texto é refutando o boato, da forma que está sendo propagado. Está bem claro quando falo que provavelmente drogas são vendidas nas escolas, mas esse boato foi “montado” por alguém em busca desse tipo de atenção/cliques. Depois que fiz o texto, incluindo as referências para fontes externas que comprovam ser um boato, você poderá ver postagens semelhantes em diversos outros sites, incluindo o e-farsas. Não tenho dúvidas que esse é um problema presente e extremamente grave, também deixo claro isso no texto, mas te pergunto, seria essa a maneira correta de abordar? Além disso, em escolas de ensino fundamental e médio, teriam os alunos condições de consumir uma droga, quer seja o Ecstasy/Bala ou LSD ou derivados /doce-docinho, que segundo as fontes, custam em torno de 200 reais a unidade? Se quiser bater um papo, me chame no inbox da Fanpage do Facebook, será um prazer. O texto é para desmentir o boato específico que estava viralizando e não negar o fato das drogas serem vendidas em escolas e a atenção que os pais devem dispensar ao problema.

      Responder

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *